06/02/2013

Guerra nas estrelas pt.2?


Não é de hoje que a China vem se tornando uma potência espacial. O estrondoso crescimento do país e a ousadia dos seus governantes no objetivo de projetar poder alcançou satélites e ônibus espaciais. Em 2010, a China orbitou cerca de 15 satélites, o mesmo número de lançamentos da Rússia, perdendo apenas para 35 lançamentos realizados pelos Estados Unidos. Em junho de 2012, os chineses traçam um marco simbólico da primeira mulher chinesa no espaço, entretanto a simbologia acabou servindo de máscara na grande mídia para o real motivo da missão, a primeira acoplagem em modo manual na órbita terrestre. A acoplagem é um fato crucial no programa espacial do país para a construção de uma estação orbital habitada permanente até o ano de 2020. 
 
As propostas para 2013 continuam destemidas, o país asiático pretende colocar cerca de 20 sondas e satélites na órbita terrestre, ultrapassando os Estados Unidos e Rússia na quantidade dos mesmos. Além disso, há uma intenção declarada de modernizar sua esquadra submarina com um sistema integrado de mísseis submersíveis e balísticos com satélites de comunicação.

A conquista do espaço interfere diretamente em questões de defesa, principalmente quando se refere ao plano de criação americano de uma faixa de defesa antimíssil nas suas áreas de interesse no continente asiático. A China avança no sistema de mapeamento, principalmente em relação ao rastreamento de bases americanas e na observação de pesquisas militares de Taiwan e Japão.

Seria uma nova corrida espacial? O fato é que cada vez mais os avanços espaciais de China e Estados Unidos se concentram no meio militar, como afirma o Professor Daryl Morini da Universidade de Queensland.  Provavelmente o espaço seria um local de tensão se houver algum conflito de fato entre os dois países por Taiwan ou no sul asiático.


O resultado final é de que o espaço sideral não pode ser mais visto como apenas uma área permeada por tratados internacionais e exploração científica. A realpolitik deve ser levada em conta nesse tipo de ambiente, qualquer tipo de progresso espacial pode trazer consequências geopolíticas impactantes.

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