Não é
de hoje que a China vem se tornando uma potência espacial. O estrondoso
crescimento do país e a ousadia dos seus governantes no objetivo de projetar
poder alcançou satélites e ônibus espaciais. Em 2010, a China orbitou cerca de
15 satélites, o mesmo número de lançamentos da Rússia, perdendo apenas para 35
lançamentos realizados pelos Estados Unidos. Em junho de 2012, os chineses
traçam um marco simbólico da primeira mulher chinesa no espaço, entretanto a
simbologia acabou servindo de máscara na grande mídia para o real motivo da
missão, a primeira acoplagem em modo manual na órbita terrestre. A acoplagem é
um fato crucial no programa espacial do país para a construção de uma estação
orbital habitada permanente até o ano de 2020.
As propostas
para 2013 continuam destemidas, o país asiático pretende colocar cerca de
20 sondas e satélites na órbita terrestre, ultrapassando os Estados Unidos e
Rússia na quantidade dos mesmos. Além disso, há uma intenção declarada de
modernizar sua esquadra submarina com um sistema integrado de mísseis
submersíveis e balísticos com satélites de comunicação.
A conquista do espaço interfere diretamente em questões de defesa, principalmente quando se refere ao plano de criação americano de uma faixa de defesa antimíssil nas suas áreas de interesse no continente asiático. A China avança no sistema de mapeamento, principalmente em relação ao rastreamento de bases americanas e na observação de pesquisas militares de Taiwan e Japão.
Seria uma nova corrida espacial? O fato é que cada vez mais os avanços espaciais de China e Estados Unidos se concentram no meio militar, como afirma o Professor Daryl Morini da Universidade de Queensland. Provavelmente o espaço seria um local de tensão se houver algum conflito de fato entre os dois países por Taiwan ou no sul asiático.
O resultado final é de que o espaço sideral não pode ser mais visto como apenas uma área permeada por tratados internacionais e exploração científica. A realpolitik deve ser levada em conta nesse tipo de ambiente, qualquer tipo de progresso espacial pode trazer consequências geopolíticas impactantes.
A conquista do espaço interfere diretamente em questões de defesa, principalmente quando se refere ao plano de criação americano de uma faixa de defesa antimíssil nas suas áreas de interesse no continente asiático. A China avança no sistema de mapeamento, principalmente em relação ao rastreamento de bases americanas e na observação de pesquisas militares de Taiwan e Japão.
Seria uma nova corrida espacial? O fato é que cada vez mais os avanços espaciais de China e Estados Unidos se concentram no meio militar, como afirma o Professor Daryl Morini da Universidade de Queensland. Provavelmente o espaço seria um local de tensão se houver algum conflito de fato entre os dois países por Taiwan ou no sul asiático.
O resultado final é de que o espaço sideral não pode ser mais visto como apenas uma área permeada por tratados internacionais e exploração científica. A realpolitik deve ser levada em conta nesse tipo de ambiente, qualquer tipo de progresso espacial pode trazer consequências geopolíticas impactantes.

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