Muito tem se falado dos movimentos políticos na Europa, principalmente na
área da Zona do Euro com a crise econômica. Os cenários de austeridade,
desemprego e caos governamental são celeiros para o aumento da popularidade de
partidos, tanto de extrema-direita como os de extrema-esquerda.
Além disso, os aspectos culturais de certos países na Europa propiciam o
advento de tais filiações. A Dinamarca, por exemplo, possui uma ampla demanda
de políticas anti-imigratórias por parte de uma camada da sua população devido
ao medo da miscigenação e ao receio da perda de empregos para trabalhadores
estrangeiros, que geralmente possuem uma mão de obra mais barata.A Grécia nos últimos anos vem sendo o principal palco da crise na Europa, o país que foi mais afetado. Para combater os malefícios, o governo grego vem adotando cada vez mais o corte de gastos como a principal arma contra a crise. Isso por consequência, afeta o bolso do cidadão grego, principalmente as camadas mais pobres que dependem dos benefícios sociais, aposentadoria, serviço público de saúde, educação etc.
Então, levando tudo isso em conta, como o cidadão grego ou o cidadão de outros países afetados conseguem de alguma forma "protestar"? Simples, votam em candidatos de partidos que prometem uma visão mais radical, que são contra a imigração, zelam pela ordem ao extremo, clamam por maior influência do governo na economia e são contra as políticas de austeridade. Bingo!
Conclusão, os votos dos europeus em sua grande maioria, não todos, são por protesto, simplesmente a maioria dos eleitores não sabem realmente o que um partido de extrema direita faz. Apenas são atraídos pelo discurso radical de mudança do status quo atual. Poucos gregos sabem que a maior filiação partidária direitista do seu país, o Aurora Dourada, é um partido radicalíssimo (se existe essa palavra) que pregam a violência contra imigrantes e até mesmo, pasmem, baseiam suas ideias nos nazistas alemães.
Felizmente, parece que a Extreme Right Wing Wave não veio pra ficar, os votos estão em uma descendente, parecem que os europeus aprenderam com os erros do passado. Contudo, todo cuidado é pouco.
* Esse post foi baseado em uma publicação minha feita no Jornal o Globo no dia 19/06/2012. Obviamente o post é bem menor do que o artigo, além disso tenho muito material escrito sobre o assunto e pretendo transformá-lo em alvo de uma possível monografia.